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Em defesa de Cuba PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 30 Abril 2010 15:15

Tags: resistência | solidariedade

A propósito da resolução de 11 de Março do Parlamento Europeu sobre Cuba, os intelectuais,académicos, lutadores sociais, pensadores críticos e artistas da Rede Em Defesa da Humanidade lançam o manifesto "Em defesa de Cuba".

A Porto com Cuba associa-se a esta campanha internacional de denúncia da vergonhosa desinformação vigente nos meios de comunicação em relação à real situação de Cuba, manifestando a sua solidariedade com o povo insular e com o rumo que decididamente escolheram.

Assinem aqui o manifesto!

 
CPcC presente no Encontro de Solidariedade com os Cinco PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Segunda, 29 Março 2010 20:45

O Comité Português para a Libertação dos Cinco – cubanos presos nos Estados Unidos da América sob a acusação de espionagem – organizou este sábado, 27 de Março,  um encontro de solidariedade com a presença do Embaixador de Cuba em Portugal, Eduardo Lerner.

No encontro que se realizou na seda de  "Voz do Operário", em Lisboa, estiveram ainda presentes dezenas de representantes de entidades e outros amigos solidários com os Cinco, entre os quais uma delegação da PortocomCuba.

Seguiu-se um jantar de convívio, às 20 horas, em que ao som de música cubana se juntou uma ementa de gastronomia típica de Cuba.

Intervenção da Porto com cuba aqui.

O Comité Português para a Libertação dos Cinco – cubanos presos nos Estados Unidos da América sob a acusação de espionagem – organiza um encontro de solidariedade com a presença do Embaixador de Cuba em Portugal, Eduardo Lerner, dia 27 de Março, entre as 15 e as 19 horas.

Depois seguir-se-á um jantar de convívio, às 20 horas, em que ao som de música cubana será servira uma ementa de gastronomia típica de Cuba.

Para inscrições contactar 936 921 482 ou 967 456 199.

 
Campanha de Solidariedade "Cuba por Todos, Todos por Cuba" PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 03 Outubro 2008 23:26

Tags: solidariedade



As Caraíbas, o México o sul dos EUA foram nas últimas semanas afectados por vários fenómenos naturais extremos que causaram centenas de vítimas mortais e avultados prejuízos materiais ainda difíceis de contabilizar.

Em Cuba, afectada no espaço de uma semana e meia por dois furacões e uma tempestade tropical, e onde o furacão Ike assumiu proporções de grande gravidade, apenas a notável eficiência dos planos de emergência cubanos para este tipo de situações evitou que os violentos fenómenos naturais causassem um drama humano de grandes proporções, existindo contudo 7 vítimas mortais a lamentar.

Por iniciativa da Associação de Amizade Portugal-Cuba, a que se associam muitas outras organizações sindicais, do movimento da paz, de variados movimentos sociais e políticos, lança-se em Portugal uma Campanha de Solidariedade com Cuba "Cuba por Todos, Todos por Cuba", com o objectivo de fazer chegar ao povo cubano géneros alimentares de primeira necessidade (conservas, leite em pó, farinhas, massas e arroz, feijão) e recolher fundos para apoiar a reconstrução em Cuba.

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Delegação da PortocomCuba participa na recordação dos 30 anos do atentado de 1976 contra a Embaixada Cubana PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 15 Abril 2006 00:20

Tags: solidariedade

A 20 de Abril de 2006 uma representação significativa da Comissão participa em Lisboa no acto de recordação dos 30 anos do assassinato de dois diplomatas cubanos no atentado à bomba contra a Embaixada de Cuba em Portugal em 22 de Abril de 1976. A iniciativa, sob o lema "CUBA contra o Terrorismo", teve lugar no auditório da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa e foi promovida pela Embaixada, tendo como objectivos: recordar o crime, lutar contra o terrorismo e pela paz mundial.Recorte de jornal sobre a exposão de uma bomba na embaixada cubana em 1976

 
Salamanca, capital da solidariedade - PortocomCuba esteve presente PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 20 Outubro 2005 22:17

Tags: manifestação | solidariedade

Cartaz relativo à jornada de solidariedade com Cuba e a Venezuela em Salamanca

No passado sábado, dia 15, Salamanca foi a capital ibérica da solidariedade. À margem da cimeira ibero-americana, que se realizava naquela cidade, mais de uma dezena de milhares de pessoas, manifestavam, nas ruas e praças da cidade, a sua solidariedade para com os processos revolucionários cubano e venezuelano. Entre elas, mais de mil portugueses, vindos de todo o País.

Ninguém pára a solidariedade com os povos em luta. Mais uma vez, isso ficou claro, na grandiosa jornada de solidariedade com as revoluções cubana e venezuelana, que teve lugar no sábado em Salamanca, a propósito da presença naquela cidade das delegações de Cuba e Venezuela (esta chefiada pelo presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chavez) que participavam na cimeira ibero-americana de chefes de Estado e de governo. E foram muitos milhares os que, desafiando as dificuldades que foram encontrando (ver caixa), demonstraram a sua solidariedade com os processos revolucionários em curso naqueles dois países da América Latina.Jovens tocando instrumentos na jornada de solidariedade com Cuba e a Venezuela em Salamanca
Pouco passava das sete horas da tarde, seis em Portugal (hora marcada para o início da manifestação), quando os primeiros portugueses se juntaram ao impressionante desfile que já percorria as ruas e praças de Salamanca. À sua chegada, foram recebidos com «saudações solidárias e revolucionárias», entoadas por milhares de manifestantes do país vizinho. Daí seguiram juntos até à praça onde se realizou o acto final da jornada, à medida que cada vez mais manifestantes portugueses se iam juntando ao desfile.
Pelo meio, reconheciam-se panos e faixas de diversas organizações espanholas – políticas (nomeadamente o PCE e a UJCE), sindicais, de solidariedade – e portuguesas, como o PCP e a JCP, o Conselho Português para a Paz e Cooperação, a Associação de Amizade Portugal-Cuba, a CGTP-IN, entre muitas outras, e entoavam-se palavras de ordem de solidariedade com a luta daqueles povos e com a sua corajosa resistência ao imperialismo: «Cuba, Venezuela una sola bandera», «Manos fuera de Cuba y Venezuela», «No al bloqueo, Cuba vencera», «Alerta que camina la espada de Bolivar por America Latina» foram alguns dos lemas mais ouvidos.

Retratos do futuro

Pelo palco, localizado numa praça escura e marginal da cidade – a única para a qual houve autorização para realizar a iniciativa –, passaram vozes solidárias, representantes de diversas organizações. Na sua intervenção, a presidente da Associação de Amizade Portugal-Cuba, Armanda Fonseca, após nomear Salamanca como a capital ibérica da solidariedade com Cuba e Venezuela, afirmou que esses dois países mostram que é possível um mundo sem exploração e sem opressão. São um retrato do futuro, considerou.
Armanda Fonseca manifestou a frontal e activa oposição dos portugueses presentes ao criminoso bloqueio que desde há quarenta anos os Estados Unidos impõem a Cuba. Para a presidente da associação de solidariedade, a União Europeia é cúmplice nesta agressão contra a Revolução e o povo de Cuba. Manifestantes exibindo cartaz "Galiza com Fidel contra o Bloqueio"
Numa intervenção muito saudada pelos milhares de presentes, Armanda Fonseca guardou umas palavras de saudação para com a Revolução Bolivariana da Venezuela, lembrando que também na Revolução portuguesa de 25 de Abril de 1974, as Forças Armadas desempenharam um papel fundamental, tal como assumem hoje no processo revolucionário em curso na pátria de Simon Bolivar.
Pela tribuna passaram outras vozes, igualmente solidárias, oriundas de todas as partes do país vizinho. A libertação dos cinco patriotas cubanos presos nos Estados Unidos – «por serem revolucionários cubanos e por mais razão nenhuma», afirmou-se a partir da tribuna – e a extradição para a Venezuela do terrorista cubano Luis Posada Carrilles, foram outras das causas que moveram os muitos manifestantes que percorreram Salamanca no passado sábado e a encheram de fraternidade revolucionária.

Provocações e obstáculos não impediram manifestação
Nada quebrou a vontade dos combatentes

Não foi fácil chegar de Portugal a Salamanca no passado sábado para participar nas acções de solidariedade com Cuba e Venezuela, assim como não foi fácil, na própria cidade de Salamanca, demonstrar essa mesma solidariedade. Os entraves foram mais que muitos. Mas a determinação dos manifestantes foi maior do que qualquer dos obstáculos e a manifestação não apenas se realizou como foi imensa e intensa.
Para os portugueses, as provocações e os obstáculos à sua participação começaram na fronteira de Vilar Formoso. Reunidos os 18 autocarros e mais uns quantos automóveis particulares na localidade portuguesa, com o objectivo de seguirem juntos para Salamanca, apenas dois autocarros passaram sem problemas a fronteira, tendo os restantes ficado retidos à entrada de Espanha. Passado algum tempo, e muita contestação dos responsáveis pela delegação portuguesa, lá foi possível seguirem todos a marcha. Mas o tempo perdido não voltava atrás e logo passados cem metros alguns dos autocarros eram mandados parar mais uma vez.Encontro final dos manifestantes
Passados estes primeiros contratempos, logo surgiriam outros, em plena auto-estrada, alguns quilómetros mais à frente. Parados os autocarros num parque – para nova reunião de toda a coluna –, surgiu uma patrulha da Guardia Civil (polícia espanhola), composta por várias viaturas e homens. Após uma longuíssima sessão de perguntas e respostas, começaram a exigir as listas de passageiros por viatura e a identificar todos os que seguiam nos autocarros. Sem pressas, pois o objectivo central da polícia, demorar o mais possível, a isso obrigava. Os telefonemas sucediam-se e vinha a notícia que a restante coluna portuguesa estava retida quilómetros atrás.
Passadas cerca de duas horas de entraves, discriminação e provocações e à medida que a identificação ia sendo feita, a Guardia Civil ia dando ordem de marcha aos autocarros, com grandes intervalos entre eles, para quebrar a coluna. Ainda se tentou fazer com que pudessem seguir todos juntos, mas o chefe da patrulha não autorizou.
E os dois primeiros autocarros seguiram a marcha rumo a Salamanca, para garantir a presença portuguesa na jornada solidária. E, aos poucos, com muita contestação, lá foram seguindo os outros, ainda a tempo de participar na manifestação e no acto de encerramento.
A própria jornada de solidariedade foi vítima de sabotagem, a começar pelo próprio local em que se realizou o acto de encerramento – que só não contou com a presença do presidente venezuelano, Hugo Chavez, e do ministro cubano das Relações Exteriores, Felipe Pérez Roque, porque o local não oferecia as mínimas condições de segurança. Depois de terem visto rejeitados pavilhões desportivos e outros espaços pelas autoridades locais, assim como por várias entidades, os promotores da iniciativa tiveram que realizar o comício numa praça escura e marginal da cidade. Mas a solidariedade manifestou-se. E o seu clamor fraterno, furando obstáculos, atravessou o Atlântico.

• Gustavo Carneiro

Fonte: Jornal Avante!

 
Apelo em Espanha para desmascarar as campanhas contra Cuba PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 15 Maio 2003 13:36

Tags: Revolução | solidariedade

O direito de os cubanos decidirem os seus assuntos sem nenhum tipo de ingerência externa foi defendido hoje em Espanha durante uma sessão de apoio à revolução cubana.

O teatro do Instituto Cardenal Cisneros, na capital Espanhola, foi insuficiente para acolher as mais de mil pessoas que corresponderam à convocatória de mais de 20 organizações, grupos, partidos e instituições para demonstrar apoio e solidariedade com o povo cubano.

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1º de Maio no Porto... com Cuba PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 02 Maio 2003 23:38

Tags: manifestação

1º de Maio no Porto em 2003

 
27º aniversário do atentado contra a Embaixada de Cuba em Lisboa PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 24 Abril 2003 00:33

Tags: solidariedade

Há 27 anos (23/4/1976), num atentado terrorista contra a Embaixada de Cuba em Lisboa morreram dois diplomatas cubanos – adriana corço callejas e efrén monteagudo rodríguez.

O Embaixador da República de Cuba, Reinaldo Calviac Laffertté, salientou que esse atentado foi uma das centenas de acções terroristas organizadas, estimuladas ou toleradas pelos governos norte-americanos desde o triunfo da Revolução, a que correspondem para Cuba a mais de 3.400 mortos.

Na sua intervenção e numa referência directa ao momento político actual, o Embaixador de Cuba em Lisboa salientou que "Poucos países no mundo terão feito tanto como Cuba pela vida, não só dos seus cidadãos como de muitos povos do mundo. Dói-nos tanto a morte de um condenado pelo tribunal como a dos milhares de vítimas da ilegítima guerra de conquista do Iraque ou das crianças que morrem todos os dias, sentenciadas pelo neoliberalismo à fome e à doença."


Discurso do Embaixador da República de Cuba,  Reinaldo Calviac Laffertté
23 de Abril de 2003 – 18:00 horas
Embaixada de Cuba em Lisboa

Estimados Carlos e Jorge, filhos de Adriana Corcho.
Estimados amigos.

Na tarde de 22 de Abril de 1976, foi colocada na EMBAIXADA DE CUBA EM LISBOA – então situada no centro da cidade, no quinto andar do prédio da Avenida Fontes Pereira de Melo,  nº 19 – uma bomba de potência superior a seis quilos de TNT, que provocou a morte dos companheiros ADRIANA CORÇO CALLEJAS e EFRÉN MONTEAGUDO RODRÍGUEZ, funcionários da nossa representação diplomática.
É de assinalar que, logo a partir do momento em que se produziu o atentado, teve lugar uma concentração popular e espontânea diante da EMBAIXADA, tendo os participantes expressado a sua solidariedade com o nosso povo e gritado, em coro, frases de repúdio do fascismo, da reacção e da CIA.
Foram igualmente numerosas as cartas e telegramas enviados por famílias, trabalhadores e organizações, com a expressão do seu pesar e solidariedade para com o povo cubano.
ADRIANA CORCHO, ao tempo com 36 anos e antiga estudante da ESCOLA DE COMÉRCIO de Havana, participara, na sua qualidade de militante da JUVENTUDE SOCIALISTA, em greves e manifestações contra a ditadura de Baptista. Em 1971 entrou no MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES e prestou serviços na EMBAIXADA DE CUBA EM ESPANHA até 1975, ano em que passou a trabalhar na EMBAIXADA DE CUBA EM PORTUGAL. Em Lisboa se encontrava com o marido e os dois filhos pequenos.
EFRÉN MONTEAGUDO, que no momento da morte tinha 33 anos, provinha de uma família muito humilde, motivo por que antes da REVOLUÇÃO não tinha conseguido concluir a escola primária, obrigado como estava a trabalhar devido à sua difícil situação económica.  A sua condição social liga-o à REVOLUÇÃO desde terna idade e participou em diversas tarefas até a década de 70,  ocasião em que ingressa no MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES,  tendo cumprido missões nas embaixadas cubanas de Londres,  Varsóvia e,  finalmente,  de Lisboa.
Depois de um processo judicial com múltiplas peripécias e que se prolongou por mais de cinco anos – que o advogado Levy Baptista, representante da EMBAIXADA e das famílias das vítimas, classificou de vergonhoso – nem todos os implicados no criminoso atentado chegaram a ser julgados, nem aqueles que o foram receberam as condenações que mereceriam.
O atentado contra a EMBAIXADA DE CUBA EM LISBOA foi uma das centenas de acções terroristas organizadas, estimuladas ou toleradas pelos governos norte-americanos desde o triunfo da REVOLUÇÃO e até hoje. Os executantes desses actos procederam, e continuam a proceder, com toda a impunidade naquele país e as consequências para o nosso implicam mais de 3.400 mortes.
Estamos agora a viver momentos dramáticos e de perigo extremo para a Humanidade. A guerra de conquista desencadeada contra o povo do Iraque, com absoluto desprezo pela opinião pública mundial e pela comunidade das nações, constitui a ruptura, por parte dos EUA, com as regras do convívio entre os povos, com a CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS e com os princípios, irrevogáveis, de soberania e autodeterminação, com intuitos similares aos que guiaram a Alemanha nazi quando abandonou a LIGA DAS NAÇÕES.
A agressão contra o Iraque – primeiro episódio da proclamada teoria fascista da guerra preventiva e da guerra-relâmpago – articula-se com o poderoso sistema «à Goebbels» de propaganda e desinformação.
A REVOLUÇÃO CUBANA, que os Estados Unidos procuram derrubar já desde há 44 anos, por meio de todo o tipo de agressões e sem lograr alcançar os seus objectivos, vive agora momentos particularmente perigosos.
Com a subida ao poder da actual Administração norte-americana, comprometida com os grupos de extrema-direita da comunidade cubana radicada em Miami, que apoiaram a campanha de Bush e desempenharam um papel-chave na sua eleição – em virtude da qual mais de uma vintena de representantes dessas organizações terroristas ocuparam importantes lugares no governo dos EUA – tem recrudescido a hostilidade para com Cuba.
Nesse contexto se inserem as provocatórias e desafiadoras actividades conspiratórias do Chefe e dos funcionários da SECÇÃO DE INTERESSES DOS ESTADOS UNIDOS em Havana, que, em flagrante violação de todas as normas diplomáticas, com inaceitável ingerência nos assuntos internos e ao arrepio das leis do nosso país, se têm dedicado a organizar,  financiar e proteger um grupo de mercenários cubanos.
Disfarçam-se eles de dissidentes e de jornalistas independentes, para actuarem como uma «quinta coluna» num pressuposto cenário de derrota da REVOLUÇÃO, objectivo para o qual os Estados Unidos gastaram, desde 1997, mais de vinte milhões de dólares.
Depois de ter actuado com tolerância durante muito tempo, perante a decisão dos Estados Unidos de converterem a sua representação em Havana em «Quartel-general» da subversão contra o nosso país – com o que se inculcava a ideia, entre esses mercenários,  de que poderiam actuar impunemente, sob a protecção de uma nação poderosa – não restou a Cuba outra alternativa que não fosse a aplicação das suas próprias leis.
Por outro lado, os EUA, que, como estipulam os acordos migratórios entre ambas as nações, devem outorgar um número não inferior a 20.000 vistos anuais aos cubanos que queiram emigrar para esse país ou nele visitar as suas famílias, desde Outubro do ano passado só concederam 505.
É para nós evidente que se pretende provocar desespero nos que desejam emigrar, deixando-os sem mais possibilidades que os processos ilegais, inclusivamente mediante o sequestro de aviões e de barcos, mandando assim «às urtigas» os referidos acordos migratórios.
Nos últimos sete meses ocorreram sete sequestros, com utilização de armas de fogo, granadas e armas brancas, pondo em risco as vidas dos passageiros. Muitos dos sequestradores são libertados quando chegam aos Estados Unidos e as naves cubanas arbitrariamente apresadas. O último acontecimento desta índole foi o sequestro do barco BARAGUA, que realiza trajectos na Baía de Havana. Essa embarcação foi sequestrada por um grupo de delinquentes com péssimos antecedentes penais, tendo a três deles sido aplicada a pena de morte, pelo perigo que dessa acção resultou para as vidas dos 36 passageiros, entre os que se contavam várias mães com os seus filhos, pelo tratamento brutal que deram aos sequestrados – ameaçados de morte à arma branca e de fogo – e pelos riscos para a segurança nacional.
Como seria de esperar, os Estados Unidos – com os recursos de que dispõem e com os dos seus aliados – desencadearam uma feroz campanha de mentiras e de deturpação dos factos, pretendendo criar na opinião pública uma imagem maligna de Cuba, com a intenção de desmobilizar os movimentos de solidariedade com o nosso país e de justificar acções ainda mais agressivas. Com esse empenhamento obteve êxito e o que mais dói é que pessoas lúcidas e ligadas à REVOLUÇÃO CUBANA durante muitos anos, tenham dado mais crédito à desinformação dos media ou à de inimigos da REVOLUÇÃO – por ingenuidade, receio ou incapacidade de resistir a pressão mediática e do meio social que as rodeia – do que à informação provinda de Cuba, juntando-se a essa campanha com declarações ou artigos, ou refugiando-se no silêncio, justamente quando o nosso povo necessita mais do que nunca de solidariedade combativa e pública. Não deveriam perder de vista que estamos perante outro plano diabólico de uma tirania mundial neofascista, empenhada em utilizar todos os meios contra tudo aquilo que possa escapar ao seu domínio.
A REVOLUÇÃO foi obrigada à adopção de medidas duras, que não desejava, mas que eram inevitáveis dentro da estrita observância das leis. Compreendemos a honesta sensibilidade de todos os cidadãos que, na Europa, tiveram a possibilidade de eliminar a pena de morte. Mas já nos não merece igual respeito a falsa e politiqueira sensibilidade de quantos condenam Cuba e não são capazes de o fazer relativamente a George W. Bush que, durante os seis anos do seu mandato como Governador do Texas, assinou a execução de 152 pessoas e que, na sua actual qualidade de Presidente dos Estados Unidos, declarou que a pena de morte é uma medida “que ajuda a salvar vidas”.
Nós não partilhamos desse critério. Esperamos um dia eliminar a pena de morte da Lei,  porque se não ajusta à nossa filosofia da vida, mas, nas condições de particular assédio e de guerra não-declarada contra Cuba, vimo-nos na necessidade de a adoptar com carácter excepcional, quando os danos que provoca, ou poderia provocar, devam receber explícita e exemplar condenação.
Poucos países no mundo terão feito tanto como Cuba pela vida, não só dos seus cidadãos como de muitos povos do mundo. Dói-nos tanto a morte de um condenado pelo tribunal como a dos milhares de vítimas da ilegítima guerra de conquista do Iraque ou das crianças que morrem todos os dias, sentenciadas pelo neoliberalismo à fome e à doença.
É injusto condicionar a atitude perante Cuba, nestes momentos difíceis, à luz das duras medidas que tivemos de adoptar, esquecendo a obra humanitária e solidária da REVOLUÇÃO e o seu exemplo de dignidade, independência e resistência em oposição ao mais poderoso Império da história.
Mais de 3.000 mortes – escandaloso crime colectivo! – reclamou o terrorismo incitado e financiado contra Cuba a partir do território norte-americano. E, no entanto, nenhuma dessas mortes mereceu parangonas de jornais, nem ilustres plumas indignadas, nem enraivecidos editoriais, como se os mortos se tivessem matado a si próprios, como se os nossos mortos, as nossas viúvas e os nossos órfãos fossem de categoria inferior e não merecedora dos alaridos humanitários que fora da Ilha se fazem em ocasiões muito escolhidas.
Ao mesmo tempo que a extrema-direita cubana em Miami, o próprio irmão do Presidente Bush, Governador da Florida, e outros membros da Administração, proclamam abertamente que, depois do Iraque,  se deve actuar contra Cuba.  Há um par de dias, houve funcionários daquele governo que deixaram filtrar para o diário NEW YORK TIMES que ao Presidente dos EUA foram submetidas várias propostas para incremento das sanções contra Cuba, medidas essas que deverão ser anunciadas em breve. Entre essas medidas referem-se a eliminação das remessas dos cubanos que residem nos Estados Unidos às respectivas famílias e a suspensão dos voos entre os Estados Unidos e Cuba.
No que se reporta às remessas, essas medidas afectarão centenas de milhares de núcleos familiares ou pessoas, cujo número é difícil de indicar com precisão, e a suspensão dos voos entre os dois países estimulará a emigração ilegal, justamente quando os EUA declaram, em tom ameaçador, que não tolerarão o êxodo de balseros.
Torna-se óbvio que essas medidas se destinam a desestabilizar o País e a agudizar o confronto, para justificar uma agressão militar. Apelamos a todos os nossos amigos para que denunciem esses planos diabólicos e se mobilizem para impedir que se consume a pretendida agressão contra o nosso povo!
Ao recordar hoje ADRIANA e EFRÉN, vítimas de um dos inúmeros criminosos atentados terroristas sofridos pelo nosso povo, nestes momentos difíceis, em honra da sua memória e do seu exemplo, asseguramos que defenderemos as conquistas da Revolução, à custa das nossas próprias vidas, como nos ensinaram Martí, Macedo, o Ché, Camilo e milhares de patriotas e mártires gloriosos, ao longo de mais de cem anos de luta. Nunca renunciaremos à nossa soberania e ao direito à autodeterminação, porquanto a nossa única opção, decidida há mais de quarenta anos, é PÁTRIA OU MORTE, com a certeza de que VENCEREMOS!
Muito obrigado.